As taxas de juros no Brasil são usadas como forma de
adaptar a oscilação destas às praticadas nos Estados Unidos e também às
variações cambiais e não para controlar a inflação.
Esta é uma das comprovações contidas no livro Crise e
prosperidade comercial, financeira e política, de autoria do engenheiro e
administrador de empresas Marcelo Henriques de Brito.
O trabalho aponta ainda que se a liberalização financeira
não for acompanhada de abertura comercial, os países emergentes ficarão
prejudicados. O autor cita Alexis de Tocqueville, que registrou o fato de
que as barreiras comerciais dentro dos EUA ameaçavam a coesão social
daquela nação. Isto em 1820.
Brito destaca também que o elevado endividamento externo
de Brasil, Rússia e Turquia, por exemplo, os expõe ao risco permanente de
crises cambiais. Isto pode desestruturar a sociedade e levar ao surgimento
de uma situação indesejável, "semelhante à da Alemanha na década de 20".
Devido às dificuldades em administrar o seu balanço de
pagamentos, o Brasil tem uma impossibilidade em crescer como a China e
adotar um câmbio favorável às exportações e adoção de políticas de
substituição de importações. Monitor Financeiro, página 1