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Foi transmitida pela rede de televisão portuguesa (RTP), com alcance internacional via satélite, no seu importante Telejornal (equivalente ao "Jornal Nacional" da Rede Globo no Brasil) na sua edição noturna de sábado, 3 de janeiro de 2009, a matéria com o título "Brasil: crise atinge os mais pobres". Depois de comentar a queda do preço das latas recicladas no Brasil e veicular a fala do escritor Zuenir Ventura, a mencionada matéria traz um depoimento de Marcelo Henriques de Brito que o correspondente internacional João Pacheco de Miranda junto com André Velloso gravaram no seu escritório. |
(*) Administrador e Engenheiro, sócio da PROBATUS Consultoria, diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Ph.D., CNPI e Certified Financial Planner (CFP®), probatus@probatus.com.br. |
Como informação adicional, a palavra da língua portuguesa "desenrascanço" é muito conhecida em Portugal, sem uma tradução perfeita para outros idiomas (tal como a palavra "saudade"), por descrever uma habilidade tipicamente atribuída à cultura lusíada que é a habilidade de resolver eficazmente um problema de forma original, apesar de não dispor de condições tradicionais, suficientes ou ideais, que usualmente deveriam existir, o que pode ocorrer durante processos de criação ou negociação. Com a histórica e internacionalmente reconhecida inteligência e habilidade para negociar, Portugal tem usado e divulgado com êxito o conceito de engenho lusitano (tal como uma "marca do país") ao atrair fábricas (ex.: a montadora Autoeuropa e fábricas brasileiras como a Embraer), centros de pesquisa (ex.: Siemens da Alemanha) e universidades famosas (ex.: há desde 2006 um convênio entre universidades portuguesas e o MIT dos EUA). Fica a sugestão do Brasil também seguir o exemplo português e fortalecer a imagem positiva do vocábulo "desenrascanço" no mundo lusófono (ainda mais com um acordo ortográfico com notáveis implicações geopolíticas).
A noção de "confiança" que Marcelo Henriques de Brito indicou com convição no seu depoimento supra-mencionado para a RTP pode ser respaldada pela informação veiculada pela edição do tradicional e reputado Jornal do Commercio na segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009:
"Brasil é o 4º país no ranking de confiança: A confiança das empresas está em queda no mundo todo, exceto nos chamados países emergentes, incluindo o Brasil. O País é hoje o quarto no ranking e só perde em confiança para Índia, Botswana e Filipinas. Foram ouvidas 7 mil empresas de capital fechado em 36 países pela empresa de auditoria e consultoria Grant Thornton International. De acordo com o estudo, em 2008 o índice de otimismo no mundo caiu 56% em relação ao ano anterior, passando de +40% para -16%. O índice de confiança entre as empresas brasileiras é de +50%, o que coloca o País como o quarto mais confiante do mundo, atrás da Índia (+83%), Botswana (+81%) e Filipinas (+65%). Os países em que as empresas estão mais pessimistas com o atual cenário econômico são Japão (-85%) e Espanha (-65%)."
Sem confiança, não há esperança e é importante ser otimista, sabendo as razões para ser otimista.
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